quinta-feira, abril 16, 1998

NOVA RELAÇÃO

Até há bem pouco tempo mantive uma relação algo estável com uma fêmea. Mas tive que pôr um ponto final nisso. As coisas andavam a correr bem, mas ela fez uma actualização de preços e passou logo dos cinco para os cinquenta euros.
Chamei-a, disse-lhe que tínhamos de ter uma conversa, que era muito caro. E era. Sem contar com a mensalidade, ainda haviam os jantares, os almoços aos fins-de semanas, as roupas, as idas ao cinema… Sem falar que de há uns tempos para cá andava desconfiado que ela me andava a enganar com alguém.

Segui em frente e arranjei uma nova parceira.

Estou muito feliz agora, pois ela adora-me. Sinto que encontrei aquilo por que tanto procurava. Faz uma grande festa sempre que chego a casa. Na cama é uma doida que só visto. Arranha um bocado às vezes. Fora isso, a cadela até se porta bem.

O CHORO DE UMA CRIANÇA

Somos todos hipócritas. Toda a gente, ou quase toda a gente, quando ouve um bebé a chorar é ‘deve ‘tar com fome’ ou ‘se calhar tem a fralda suja’ (e aqui há quem especifique qual expert se é xixi ou cocó, quase como se uma aposta fosse. Ou então ‘’tá rabugento’, ‘dormiu pouco’

Dormiu pouco? E os pais? Eles é que andaram a trabalhar o dia todo. Ele ‘tá o dia todo deitado. Depois chega à noite, é natural que não tenha sono.

Mas isto só acontece quando são bebés de pessoas conhecidas. Tudo o que seja bebés de pessoas de fora ou a paciência é muita ou fingem muito bem. Porque ninguém diz ‘raio do puto que não se cala’ ou ‘se fosse meu já ‘tava a comê-las’.

Ninguém diz isto. E quando dizem… é mau. Pois é. Só que nem toda a gente é surda, ou deixa para segundo plano a limpeza dos ouvidos.

E eu gosto de crianças, gosto… só que não é por gostar ou deixar de gostar que elas vão fazer mais ou menos barulho.

E para quem diz que não há nada mais bonito que o choro de uma criança… O que é isso? Isso é ser sádico. A criança só chora quando está incomodada. Acham isso bonito? Eu queixo-me do barulho e fico por aí.

DA VIRILIDADE DO TELETUBIE ROXO

O teletubbie roxo é panasca. So porque é roxo e usa uma pochete? E o Bugs Bunny? Sempre aos beijos na boca ao velho e a abanar o rabinho quando foge, é o quê?

quinta-feira, fevereiro 05, 1998

PRONTO! É OFICIAL!

Anos de esforço e trabalho e dedicação e paciência e teimosia deram nisto:

sexta-feira, janeiro 09, 1998

COISAS DA IDADE

Era o português mais velho do mundo. Tinha 108 anos. E sempre que engravidava uma mulher os filhos nasciam já com idade de ir para a Universidade. Queixava-se que já não ia tantas vezes às meninas como gostaria por causa dos ossos, mas gostava de ir ao oculista comprar óculos porque além dos óculos recebia sempre dinheiro por causa do desconto da idade. O que era bom.

OS HORÓSCOPOS

É uma aldrabice, dizem uns. É uma ciência do oculto, dizem outros. Para mim, é um passatempo. Resume-se tudo a uma pergunta: como é que sabemos qual deles está certo? Há dezenas de horóscopos para consultar diariamente. Isto se considerarmos apenas os que são publicados na imprensa escrita. Se ligarmos para algum Karamba ou Bambo ou se formos à net as hipóteses aumentam exponencialmente. Isto se nos limitarmos aos horóscopos em língua portuguesa, se formos para previsões em língua estrangeira, as opções tornam-se infinitas.

Creio que é esse o segredo das previsões. Não faz sentido um astrólogo prever o futuro de toda a gente. Toda a gente tem um destino diferente. Vê-se logo pelos números da Sorte (por Sorte entenda-se ‘jogo’), são diferentes para cada Signo. No máximo o que ele consegue prever é o futuro de algumas pessoas. E dessas pessoas muitas são aquelas que nunca saberão o seu futuro de antemão porque não acreditam nessas coisas do oculto, ou porque gostam de viver as surpresas da vida.

No meu caso, não é acreditar ou deixar de acreditar. Acredito na minha teoria, só que para testá-la teria de investir muito tempo. Quando então soubesse o meu futuro já este seria passado.

MEDIDAS DE COACÇÃO

De todas as medidas de coacção aplicáveis pelas nossas forças de autoridade, a que eu menos compreendo e, tenho de o dizer, mais desconforto me provoca, é a de ‘apresentação semanal na esquadra’.

Não a compreendo, porque está dependente da vontade do suspeito criminoso arguido (esta merda dos termos jurídicos lixa a vida a quem não é de Direito). Nota: usar apenas os termos ‘sujeito’ ou ‘fulano’ para não complicar.

Provoca-me desconforta-me porque sou obrigado a pensar que, das duas uma, ou a nossa polícia sofre de Alzheimer e sempre que o ‘sujeito’ vai lá é como se fosse uma primeira vez (um amigo meu que trabalhou com o neurologista António Damásio falou-me duma experiência semelhante, mas era com choques eléctricos) ou, então, os agentes da autoridade rodam pelas esquadras num ritmo mais frenético que os professores pelas escolas.

Esclareçam-me, por favor.

Outra medida que também me suscita algumas dúvidas – menos parva, é certo – pela sua aplicabilidade reduzida: ‘termo de identidade e residência’. Se o ‘fulano’ em questão for um sem-abrigo está automaticamente excluído?

A IMBECILIDADE DOS FAMOSOS

Pouco depois do lançamento do seu novo livro, Miguel Sousa Tavares disse numa das suas intervenções na TVI qualquer coisa como “é preciso ser imbecil para querer ser famoso.” Fica bem a alguém que é famoso como jornalista, comentador e escritor dizer isto? Talvez os ditados não se apliquem a quem os diz. Fica a dúvida.

DROGA NO JET SET

Andam aí uns cabrões – que é o mínimo que se pode chamar a esses abortos com pernas – que há figuras do nosso ilustríssimo jet-set que fazem corridas de pó, praticam sexo ao vivo e outras devassidões mais. Não chegava dizerem que a nossa socialite não faz nada, tinham de inventar mais esta.

Droga nas discotecas, festas privadas com políticos e empresários e artistas, tudo à mistura. E originalidade, hã? Não fazia mal a ninguém.

No tempo dos romanos a nobreza comportava-se da mesma forma. Querem-me fazer crer que as coisas mudaram assim tão pouco em tanto tempo?

segunda-feira, janeiro 05, 1998

UMA PIADA COM POUCO MAIS DE QUATRO LETRAS APENAS

Nv. C. P. P.

CENAS PARA DEIXAR O PESSOAL 'ASSIM A MODOS QUE'

1 - Entrar num restaurante para almoçar, de preferência um que tenha as mesas todas ocupadas. Procurar uma mesa com pessoal já de conta paga, aqueles que a gente olha e vê que só estão a pastar, chegar lá, dizer-lhe as horas ou apontar para o relógio. Mostrar irritação q.b. e regressar para junto do balcão sempre de olho neles. Pedir um copo de água ao empregado e apontar para a mesa em questão perguntando qualquer coisa que obrigue o empregado a abanar a cabeça e a fazer uma expressão feia.

2 - A mesma situação base com uma variante. Caso ainda estejam a tomar café, arriscar um pouco a sorte, chegar lá, pegar na chávena de um que esteja distraído (recomenda-se que seja o mais franzino), beber o café e gritar para o empregado mais próximo. 'Este já não 'tá queimado, foi só os outros!'. Terminar com um pedido de desculpas. Ninguém vai perceber, ninguém vai perguntar mas, pelo sim pelo não, o melhor é ir comer a outro sítio.

domingo, outubro 26, 1997

TENTATIVA DE LANÇAR POLÉMICA

Já vos dei oportunidades mais que suficientes para se manifestarem com mais fervor. Não ligaram. Agora o azar é vosso. Sinceramente, lamento ter tido que chegar a este ponto.


E ainda no primeiro dia, Jesus disse para alguém que passava:
"Tenho comichão nas orelhas."





"Só é pena é o dinheiro que gasto em lâmpadas."




"Ai que ele 'inda cai!"




"Já escolheu o seu Salvador?"
"Sim, quero aquele da fraldinha branca. É o mais lavadinho."

quinta-feira, outubro 02, 1997

MENSAGEM PRIVADA

A todos aqueles que visitam este blogue regularmente e insistem em não fazer comentários: comecem a fazer comentários ou vão visitar o blogue doutro gajo qualquer que não se importe de ter visitas mudas em casa. Se calhar gostam de receber chamadas de pessoas que depois vai-se a ver e não falam nada e vocês ficam ali à toa "Tou? Tou? Tá lá?" E no outro lado está um maluco qualquer ou alguém que só quer ouvir vocês respirarem, tipo assim um maluco. Ou então têm vergonha de escrever. Ou não sabem escrever. Das duas uma. Ou não querem, ou não sabem. Eu percebo smsês. Comentem senão eu zango-me a sério.





P.S. Ou foste inteligente o suficiente para descobrir o que estava aqui escrito ou então fizeste CTRL+T ou CTRL+A ou foste ao menu EDITAR e clicaste em SELECCIONAR TUDO. De qualquer modo, se conseguiste tornar este texto visível, não te deve custar nada fazer um comentário. Ou deve?

SKETCH 6: SIBS

CENA 1: INT / BANCO

Homem entra no banco e dirige-se ao Multibanco. Faz um levantamento, conta as notas – algo está errado.

Homem pega no talão e dirige-se à zona de atendimento; fala com o primeiro empregado que apanha disponível

HOMEM
Olhe, faz favor.

EMPREGADO #1
Só um momento que agora não o posso atender.

HOMEM
Não pode?

EMPREGADO#1
Não me apetece.

HOMEM
Ah bom! Então e a quem é que lhe apetece?

EMPREGADO #1
(chamando colega)
Ó Armindo! Vê lá aqui o senhor.

Armindo aproxima-se, olha o homem de alto a baixo e afasta-se.

HOMEM
Isto já começa a ser demais!

EMPREGADO #1
Tem razão. Peço desculpa.
Bom dia, diga faz favor.

HOMEM
É assim...

EMPREGADO #1
Outro...

HOMEM
Fui agora mesmo ali à máquina fazer um levantamento de vinte euros e a máquina só me deu quinze.
Como pode ver tenho as notas e o talão mesmo aqui à vista.

ESMPREGADO#1
Estou a ver. Nesse caso só há uma coisa a fazer. Temos de preencher os formulários de notificação de anomalia registada e enviar tudo para a SIBS. Eles é que tratam de tudo.
Só um momento que eu vou buscar os papéis.

Empregado #1 levanta-se, vai ao cofre e tira de lá um dossier enorme. Trá-lo para junto da sua secretária e começa a preencher as centenas de impressos que o dossier contém, enquanto questiona o homem.

EMPREGADO #1
Portanto, foi vinte euros que requisitou?

HOMEM
Exacto.

EMPREGADO #1
E só saíram quinze. Ora isso dá uma diferença de....
(fazendo contas com os dedos várias vezes)
Cinco? É cinco, não é?

HOMEM
(irritado)
É cinco, é.

EMPREGADO #1
Prefere carne ou peixe?

HOMEM
(inseguro)
Carne.

EMPREGADO #1
Se tivesse de escolher entre ser sodomizado ou--

HOMEM
Calminha aí! Mas que raio de perguntas vêm a ser essas?

EMPREGADO #1
Oiça, eu não faço os formulários, só os preencho.

HOMEM
Mas já viu o tamanho disso? Assim nunca mais saímos daqui!

EMPREGADO #1
E isto é são só os nexos. Ainda falta a parte grande.

HOMEM
E não há maneira de acelerar isso? É que eu estou com um bocado de pressa.

EMPREGADO #1
Ai agora tá com pressa? Ouça, ouça. Eu estou aqui desde as sete e meia da manhã, há? Se está com pressa, tivesse vindo mais cedo, percebeu?

HOMEM
Não estou a gostar nada desse seu tom de vez.

EMPREGADO #1
(mudando para um tom esganiçado)
E assim?

HOMEM
Assim está melhor.

EMPREGADO #1
(tom normal)
Onde é que eu ia?
(tom esganiçado)
Deu-lhe a pressa agora, foi? Tem de ir apanhar a caminete, é?

HOMEM
É camioneta que se diz.

EMPREGADO #1
(tom esganiçado)
Desculpe, senhor professor.

HOMEM
(visivelmente irritado)
Não há forma de resolver isto de forma mais rápida?

EMPREGADO #1
Ah! Agora quem é que não sabe construir frases, hã? Assim é que se apanham!

HOMEM
Há ou não há?

EMPREGADO #1
Haver, há. Só que é cobrável.

HOMEM
Eu não me importo de pagar. Quero é despachar-me.

EMPREGADO #1
Muito bem.

O empregado #1 abre a gaveta, tira um cofre pequeno, abre-o e tira uma nota de cinco euros.

HOMEM
Quanto é?

EMPREGADO #1
Sete euros, por favor.

HOMEM
(entrega-lhe duas notas de cinco)
Aqui tem.

EMPREGADO #1
(procura troco no cofre)
Hã... Por acaso não tem destrocado? Só tenho notas.

HOMEM
Deixe estar. Fique com o troco.

Apertam as mãos.

EMPREGADO #1
Obrigado.

HOMEM
Obrigado, eu.

O homem levanta-se e sai.

SKETCH 5: ITEM DESCONHECIDO

CENA 1: INT / HIPERMERCADO. DIA

Casal percorre diversos corredores com um carrinho de compras. Um bebé de um ano sensivelmente viaja no espaço próprio para as crianças.

O casal chega à caixa e começa a pôr os artigos no tapete. O último artigo a ser colocado é o bebé.

O empregado começa a registar os produtos.

EMPREGADO
Boa tarde.

PAI
Boa tarde.

MÃE
Boa tarde.

O pai repara no preço do bebé. 70€

PAI
Oiça lá. Isso na prateleira ‘tava marcado a 50.

EMPREGADO
Sim, mas isso referente a uma promoção que acabou ontem.

PAI
Então se acabou ontem, tivessem mudado os preços.

MÃE
Querido, não comeces já com as tuas coisas

PAI
Quais minhas coisas? ‘Tava marcado 50. É o que eu vou pagar.

EMPREGADO
Desculpe interromper a conversa, mas o melhor que há a fazer é ligar para o meu chefe e explicar-lhe a situação.

PAI
Não é preciso ligar. Já começa a ser hábito de cada vez que venho aqui. Da última vez foi com fiambre.

EMPREGADO
Pode pagar o bebé a prestações se assim o desejar.

PAI
Eu nem queria levar isso. A ideia foi dela.

MÃE
Eu já te disse que pagava, não já?

PAI
Não tem a ver com o dinheiro. Só não percebo é pra quê. Não te chegavam já as plantas. È que depois já sei como é que é. Quando for pra ir à rua, vai sobrar aqui pró je.

MÃE
Não sejas parvo.

EMPREGADO
Nesse caso, como é que fazemos? Vai ou fica?

PAI
(olha para a mulher)
Tu é que sabes.

MÃE
(irritada)
Fica.

O empregado finaliza a conta.

EMPREGADO
São 27 Euros e 18 cêntimos, se faz favor.

SKETCH 4: ENTREVISTA DE EMPREGO

CeNA 1: INT / CENTRO DE EMPREGO. DIA

Homem é atendido por funcionária. A funcionária tecla no computador ocasionalmente.

FUNCIONÁRIA
Portanto, está desempregado há um mês e veio aqui para tratar do subsídio de desemprego.

HOMEM
Eu acabei de lhe dizer isso agora mesmo. Porque é que está a repetir?

FUNCIONÁRIA
O sketch só começou a ser transmitido agora.

HOMEM
Ah... Desculpe.

FUNCIONÁRIA
Muito bem. Tem a declaraçãozinha aí consigo?

O homem tira papel da carteira e entrega-o à funcionária.

HOMEM
(apontando para zona no canto inferior direito da folha)
Assine aqui, por favor.

A funcionária assina e devolve o papel ao homem. O homem parece ver se está tudo em ordem.

HOMEM
Bom, penso que está tudo.
Qualquer coisa, entraremos em contacto consigo.

O homem aperta a mão à funcionária. A funcionária levanta-se e vai-se embora.

HOMEM
Próximo!

SKETCH 3: O HOMEM QUE INVENTOU A MORTE

CENA 1: INT / ESTÚDIO

Entrevistador e convidado sentados frente a frente.

ENTREVISTADOR
Boa noite. Tenho comigo em estúdio o senhor Josevaldo Nunes que diz...
(consulta papéis)
... ter inventado a morte.
(incrédulo, para Josevaldo)
Está a brincar, não está?

JOSEVALDO
Nada disso. Fui eu que inventei a morte.
(pensa)
Aí há uns cinquenta, sessenta anos.

ENTREVISTADOR
Senhor Josevaldo, eu estou a olhar para si e não lhe dou sequer trinta, quanto mais cinquenta.

JOSEVALDO
É da luz. E da maquilhagem. Fazem-me parecer mais novo.

ENTREVISTADOR
Estou a ver. Diz, portanto, que inventou a morte há cinquenta anos.

JOSEVALDO
Aproximadamente.

ENTREVISTADOR
Mas a morte existe há milhões de anos. O que é que tem a dizer em relação a isso?

JOSEVALDO
É um erro comum. Eu explico. Antigamente não havia morte. As pessoas chamavam morte a um outro fenómeno conhecido por “descanso eterno”.

ENTREVISTADOR
Isso é um eufemismo para a morte.

JOSEVALDO
Um eufemismo não digo que seja, mas é uma forma suave de dar a entender que alguém não está mais entre nós.

ENTREVISTADOR
Estou com dificuldade em acreditar em si. Se o que me está a dizer é verdade, você faz dinheiro à custa da morte de outros seres. Não se sente mal por isso?

JOSEVALDO
Um agente funerário também ganha dinheiro com a morte de outros seres. Assim como o coveiro.

ENTREVISTADOR
Isso é diferente. No seu caso, trata-se de algo que você diz ter criado. O agente funerário e o coveiro não criaram a morte.

JOSEVALDO
Mas servem-se dela.

ENTREVISTADOR
Mas não a criaram e você criou. Não se sente mal por isso?

JOSEVALDO
Mas porque é que me havia de sentir? Também há quem tenha inventado a vida, faça tanto dinheiro quanto eu e não oiço ninguém queixar-se.

ENTREVISTADOR
(abana a cabeça)
“Há quem tenha inventado a vida”... Senhor Josevaldo, eu vou ser directo consigo e perguntar-lhe: Você por acaso é um tipo falhado que pensou na ideia mais disparatada só para aparecer na televisão?

JOSEVALDO
Sim.

ENTREVISTADOR
É sempre o mesmo em todos os programas. Já começo a ficar farto.
(para a câmara)
É tudo por aqui. Voltamos para a semana.